les choses pures ne sont pas proches de notre realité je veux recontrer cettes choses dans en regardant le soleil
la musique est presque une presence phisique autour du peuple je veux des bateux enivré tous les temps
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
domingo, 23 de agosto de 2009
Non, l´être n’est pas capable de voir tous les formes
L’essentiel est a venir
Je suis oiseau pleine de vie
Um paillasse sans avenir une rue morte
les penssés NE correspond pas avec la forme des mots
jê veux te connaître savoir tous les pas que te fais
pas pitié de personne La vie n’est pás faite pour avoir pitié
l’insanne est Le momo Le fou qu’arrive pour moi tous les jours
mon recherche est de moi meme quelle est le problème?
L’essentiel est a venir
Je suis oiseau pleine de vie
Um paillasse sans avenir une rue morte
les penssés NE correspond pas avec la forme des mots
jê veux te connaître savoir tous les pas que te fais
pas pitié de personne La vie n’est pás faite pour avoir pitié
l’insanne est Le momo Le fou qu’arrive pour moi tous les jours
mon recherche est de moi meme quelle est le problème?
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Ai que suposta verdade teórica querem me incutir
NÃO
Continuo sendo SONHO vôo de pássaro
Sobrevôo céus de penumbras eloqüentes
Dou bom dia a papagaios que não sabem repetir
Se soubesse seriam mais uns
O juízo de deus é justamente a percepção
olhar para tudo
e só ter olhos para enxergar o que está dentro
a viagem interior é mais interessante que passar três anos na Europa
a tabacaria de Pessoa construo nas pegadas incertas de elucubrações
quero o devir e todas suas conseqüências causa-efeito e suas ausências
hoje me basto muito mais com mim mesma
QUE PLENO
Não, não vou mais jogar diamantes a corvos
NÃO
Continuo sendo SONHO vôo de pássaro
Sobrevôo céus de penumbras eloqüentes
Dou bom dia a papagaios que não sabem repetir
Se soubesse seriam mais uns
O juízo de deus é justamente a percepção
olhar para tudo
e só ter olhos para enxergar o que está dentro
a viagem interior é mais interessante que passar três anos na Europa
a tabacaria de Pessoa construo nas pegadas incertas de elucubrações
quero o devir e todas suas conseqüências causa-efeito e suas ausências
hoje me basto muito mais com mim mesma
QUE PLENO
Não, não vou mais jogar diamantes a corvos
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Canto usinas de ódio
O meu mal foi não levar dualidades ao seio
Devaneio é bom para saúde, pesquisadores descobriram
Coitados só ontem
Investida no tempo caminho em direção às montanhas
Sôfrega balanço nos primórdios
Conservar é chegar aos primórdios integralmente
O ser e suas raras divagações
Não quero mais nomear só sentir
SINTO
O meu mal foi não levar dualidades ao seio
Devaneio é bom para saúde, pesquisadores descobriram
Coitados só ontem
Investida no tempo caminho em direção às montanhas
Sôfrega balanço nos primórdios
Conservar é chegar aos primórdios integralmente
O ser e suas raras divagações
Não quero mais nomear só sentir
SINTO
quarta-feira, 5 de agosto de 2009
É no sopro que canto é no arroto que espanto
A yoga sua união acalma os anseios daquela tarde sôfrega
corpo sem órgãos
chamar de mal educada eu até gosto
não tenho medo de escrever o real inerente me arrebata
sim, quero estar de frente no campo de batalha
resgatar forças de dentro
esparsar espasmos espalhados sendo ou tendo sido
pessoa revisita Lisboa e seu ódio persegue
na tabacaria ele liberta todos os seus pensamentos
o medo é a falta de quê mesmo?
Gregório bacic contemporanizou em suas pequenas distrações
A yoga sua união acalma os anseios daquela tarde sôfrega
corpo sem órgãos
chamar de mal educada eu até gosto
não tenho medo de escrever o real inerente me arrebata
sim, quero estar de frente no campo de batalha
resgatar forças de dentro
esparsar espasmos espalhados sendo ou tendo sido
pessoa revisita Lisboa e seu ódio persegue
na tabacaria ele liberta todos os seus pensamentos
o medo é a falta de quê mesmo?
Gregório bacic contemporanizou em suas pequenas distrações
sexta-feira, 31 de julho de 2009
O elevador minha dor eleva-dor
Dor e suor na tarde fatídica que me repele e abraça
quero ler o tal do intelectual antena do mundo
retirar dele forças para minha labuta mental
na linguagem peco na fala me espesso
palavra foi feita para ser recitada
Quero ver o estrume ressurgir
repele na pele esfregue
com muros e arames farpados construo os limites
de minha imaginação e desses mundo que gritam dentro
de uma auswitz sempre presente
não, não me faça falar de corpos abandonados nesta tarde de inverno
nem me fale de outros também amassados, trituradados em uma frívola briga de egos cheios
artaud me abandonou antes mesmo de me entender
pendant tous ces temps je ne vex pás parler plus
bien sur
mais ne t’óublie pás que les grands choses ne se conquére de la sorte comme ça
oui, tu me plaise et ne me plaise ça c’est la verité
mais quand je vois des corps em se touchant oui la vie des tous passe por ça et je ne veux pás m’expliquer beaucoup parce que maintenant suis ocupé avec d’autres divagations
mais est bien certe que tout est en train de changer : toute ma vie change chaque moment
et le passé m’interesse dans la mesure où il est rien plus qu’équipage de guerre
oiu, mars est avec moi
je veux la guerre si elle est nécessaire em produisant un resultát de paix
et je ne suis plus qu’un resultát de toutes cettes intenterventions que se passe dans toute cette duré….paroles au vent rien plus
Dor e suor na tarde fatídica que me repele e abraça
quero ler o tal do intelectual antena do mundo
retirar dele forças para minha labuta mental
na linguagem peco na fala me espesso
palavra foi feita para ser recitada
Quero ver o estrume ressurgir
repele na pele esfregue
com muros e arames farpados construo os limites
de minha imaginação e desses mundo que gritam dentro
de uma auswitz sempre presente
não, não me faça falar de corpos abandonados nesta tarde de inverno
nem me fale de outros também amassados, trituradados em uma frívola briga de egos cheios
artaud me abandonou antes mesmo de me entender
pendant tous ces temps je ne vex pás parler plus
bien sur
mais ne t’óublie pás que les grands choses ne se conquére de la sorte comme ça
oui, tu me plaise et ne me plaise ça c’est la verité
mais quand je vois des corps em se touchant oui la vie des tous passe por ça et je ne veux pás m’expliquer beaucoup parce que maintenant suis ocupé avec d’autres divagations
mais est bien certe que tout est en train de changer : toute ma vie change chaque moment
et le passé m’interesse dans la mesure où il est rien plus qu’équipage de guerre
oiu, mars est avec moi
je veux la guerre si elle est nécessaire em produisant un resultát de paix
et je ne suis plus qu’un resultát de toutes cettes intenterventions que se passe dans toute cette duré….paroles au vent rien plus
quarta-feira, 22 de julho de 2009
voltar às origens moleculares
é tanto estar sendo ter sido que fiquei tonta
navio embriagado de tardes viscerais
cada dia percebo mais a insanidade da vida fora dos livros
a frieza de um outro que não aceita meu não
adjetivações nulas no não-ser um novo
estou pululando nas memórias do devir
onde cheira a merda cheira a ser artaud estava certo
não estou preocupada com divagações vãs
a cor impura do fóssil atingiu meus ossos
uma tarde insana regada a hilda hilst e muito vinho
me embriagar em suas vozes bruxas me transformar nessa profusão de dois
só quero viver se poesia
je ne veux pas penser comme toi
je ne deteste pas autant l'autre enivré dans cette bateau délaissé
je est autant un autre que suis perdu dans l'imensitude
emerger dans l'imensitude
suis solitude et l'aime trés beaucoup
le je que je charge pendant toute ma vie sera d'insouciance
ma bagage est pure légèreté
é tanto estar sendo ter sido que fiquei tonta
navio embriagado de tardes viscerais
cada dia percebo mais a insanidade da vida fora dos livros
a frieza de um outro que não aceita meu não
adjetivações nulas no não-ser um novo
estou pululando nas memórias do devir
onde cheira a merda cheira a ser artaud estava certo
não estou preocupada com divagações vãs
a cor impura do fóssil atingiu meus ossos
uma tarde insana regada a hilda hilst e muito vinho
me embriagar em suas vozes bruxas me transformar nessa profusão de dois
só quero viver se poesia
je ne veux pas penser comme toi
je ne deteste pas autant l'autre enivré dans cette bateau délaissé
je est autant un autre que suis perdu dans l'imensitude
emerger dans l'imensitude
suis solitude et l'aime trés beaucoup
le je que je charge pendant toute ma vie sera d'insouciance
ma bagage est pure légèreté
quarta-feira, 15 de julho de 2009
me embriago de palavras.
saio bêbada pela rua nua impura
a usura me abate crua
na luz do porvir criei meu sol
fogo de reverberações mágicas
trilhará seu rio por meandros gracejosos
o eu é um outro ou a real falta dele?
é o mim-mesmo a gritar nos recônditos obscuros do eu?
um porvir insano que aglutina minhas vísceras
naufrago em cores, sons
conexões fracas tenho dispensado
tenho sido estúpido com outros eus, bem sei
mas na monstruosidade quero ver vísceras sangrentas pululando
pela harmonia quem sabe vislumbro a tal da estética da existência
e grito com plenos pulmões para o mundo
sim, sou LIBERDADE
em cada sôfrego respirar
humanas pulsões correm pelo eu-nervoso
saio bêbada pela rua nua impura
a usura me abate crua
na luz do porvir criei meu sol
fogo de reverberações mágicas
trilhará seu rio por meandros gracejosos
o eu é um outro ou a real falta dele?
é o mim-mesmo a gritar nos recônditos obscuros do eu?
um porvir insano que aglutina minhas vísceras
naufrago em cores, sons
conexões fracas tenho dispensado
tenho sido estúpido com outros eus, bem sei
mas na monstruosidade quero ver vísceras sangrentas pululando
pela harmonia quem sabe vislumbro a tal da estética da existência
e grito com plenos pulmões para o mundo
sim, sou LIBERDADE
em cada sôfrego respirar
humanas pulsões correm pelo eu-nervoso
domingo, 12 de julho de 2009
Pour tranquiliser mes yeux
Voir la forme essenciel de tout
Experimenter la experience
Experimenter le experimental
é no sopro que me guardo é no espasmo que te aguardo
ver as essências pulularem
quero corpo, desordem, caos
e seu recolhimento na ordem rizomática de seres
quero o ser da noite
lua nua me inunda de tua pura obscura soturnidade
me deixa ser visceral
adentrar os mistérios invisíveis do ser e não-ser
Voir la forme essenciel de tout
Experimenter la experience
Experimenter le experimental
é no sopro que me guardo é no espasmo que te aguardo
ver as essências pulularem
quero corpo, desordem, caos
e seu recolhimento na ordem rizomática de seres
quero o ser da noite
lua nua me inunda de tua pura obscura soturnidade
me deixa ser visceral
adentrar os mistérios invisíveis do ser e não-ser
sábado, 11 de julho de 2009

Palavras de Artaud para inspirar...
Eu, Antonin Artaud, sou meu filho,
meu pai,
minha mãe,
e eu mesmo.
Eu represento Antonin Artaud!
Estou sempre morto.
Mas um vivo morto,
Um morto vivo.
Sou um morto
Sempre vivo.
A tragédia em cena já não me basta.
Quero transportá-la para minha vida.
Eu represento totalmente a minha vida.
Onde as pessoas procuram criar obras
de arte, eu pretendo mostrar o meu
espírito.
Não concebo uma obra de arte
dissociada da vida.
LIMITES AO LÉU
POESIA: "words set to music" (Dante
via Pound), "uma viagem ao
desconhecido" (Maiakovski), "cernes e
medulas" (Ezra Pound), "a fala do
infalável" (Gothe), "linguagem
voltada para a sua propria
materialidade" (Jakobson),
"permanente hesitação entre som
e sentido" (Paul Valery), "fundação do
ser mediante a palavra" (Heidegger),
"a religião original da humanidade"
(Novalis), "as melhores palavras na
melhor ordem" (Coleridge), "emoção
relembrada na tranquilidade"
(Wordsworth), "ciência e paixão"
(Alfred de Vigny), "se faz com
palavras, não com ideias"
(Ricardo Reis/Fernando Pessoa), "um
fingimento deveras" (Fernando
Pessoa), "criticism of life" (Mattew
Arnold), "palavra-coisa" (Sartre),
"linguagem em estado de pureza
selvagem" (Octávio Paz), "poetry is to
inspire" (Bob Dylan), "design de
linguagem" (Decio Pignatari), "lo
imposible hecho posible" (Garcia
Lorca), "aquilo que se perde na
tradução" (Robert Frost), "a liberdade
da minha linguagem" (Paulo
Leminski)...
minha definição de poesia: Poesia é concretude e vidência ao captar as energias do mundo transformando em matéria criativa !
POESIA: "words set to music" (Dante
via Pound), "uma viagem ao
desconhecido" (Maiakovski), "cernes e
medulas" (Ezra Pound), "a fala do
infalável" (Gothe), "linguagem
voltada para a sua propria
materialidade" (Jakobson),
"permanente hesitação entre som
e sentido" (Paul Valery), "fundação do
ser mediante a palavra" (Heidegger),
"a religião original da humanidade"
(Novalis), "as melhores palavras na
melhor ordem" (Coleridge), "emoção
relembrada na tranquilidade"
(Wordsworth), "ciência e paixão"
(Alfred de Vigny), "se faz com
palavras, não com ideias"
(Ricardo Reis/Fernando Pessoa), "um
fingimento deveras" (Fernando
Pessoa), "criticism of life" (Mattew
Arnold), "palavra-coisa" (Sartre),
"linguagem em estado de pureza
selvagem" (Octávio Paz), "poetry is to
inspire" (Bob Dylan), "design de
linguagem" (Decio Pignatari), "lo
imposible hecho posible" (Garcia
Lorca), "aquilo que se perde na
tradução" (Robert Frost), "a liberdade
da minha linguagem" (Paulo
Leminski)...
minha definição de poesia: Poesia é concretude e vidência ao captar as energias do mundo transformando em matéria criativa !
quinta-feira, 9 de julho de 2009
perpasso percalços próprios de um atabaque moçambicano
enquanto a luta segue dando sinais de derrota
estes não sobrevoam árvores de mortos enclausurados
mesmo assim o motivo é um não apartar disso tudo
ligo meu abajour de reverberações emotivas
e me explodo feito um palestino careca
homens com postes conversam
quero entrar na trapaça de um querubim lilás
sobrevoar céus enegrecidos de bailarinas tristes
não, nunca mendiguei por sextas-feiras caóticas
muito menos o meu cosmopolitismo é viver em instinto
chora no muro das lamentações inserindo justiça no surto
quero inscrever o anão zen atrás do poste com fome vertiginosa
meu texto segue dando sinais de cansaço
lampião no cangaço representa um papel medíocre na novela das oito
comendo biscoito o palhaço do Neruda
recolocou um ramo de arruda atrás das orelhas
e sonho com sopros longes dos filhos de lampião
sem ideologia de boteco me findo em tardes entediantes
e vejo luz no começo da estrada
longe do caos sobrevôo vacas mugindo
o estrupo real é da falta de idéias
a falta de atitude na alma de um corpo apocalíptico
(veridiana gama e alain bisgodofu 01.09.2006)
enquanto a luta segue dando sinais de derrota
estes não sobrevoam árvores de mortos enclausurados
mesmo assim o motivo é um não apartar disso tudo
ligo meu abajour de reverberações emotivas
e me explodo feito um palestino careca
homens com postes conversam
quero entrar na trapaça de um querubim lilás
sobrevoar céus enegrecidos de bailarinas tristes
não, nunca mendiguei por sextas-feiras caóticas
muito menos o meu cosmopolitismo é viver em instinto
chora no muro das lamentações inserindo justiça no surto
quero inscrever o anão zen atrás do poste com fome vertiginosa
meu texto segue dando sinais de cansaço
lampião no cangaço representa um papel medíocre na novela das oito
comendo biscoito o palhaço do Neruda
recolocou um ramo de arruda atrás das orelhas
e sonho com sopros longes dos filhos de lampião
sem ideologia de boteco me findo em tardes entediantes
e vejo luz no começo da estrada
longe do caos sobrevôo vacas mugindo
o estrupo real é da falta de idéias
a falta de atitude na alma de um corpo apocalíptico
(veridiana gama e alain bisgodofu 01.09.2006)
habitar existências interiores
difere muito de ler henry miller e suas imaginárias fantasias
quero lhe contar a angústia de um feto
não me faça sair deste útero quente supridor de verdades melancólicas variadas
quero ser só chuva
habitar o sempre e o nunca dos dias que levam à morte
derradeira certeza dos simples ou soberbos
contemplo jardins inférteis
quero me entregar à soturnidade de um domingo inativo
porém pleno de trabalhos imaginários
enquanto a roupa de meu cadáver seca no sol
viver é simples
não quero me ofuscar nessa retina de entendimentos sôfregos
nem ao menos dar bom dia para cavalos que não passam
cansada de toda a literatura universal
não podendo ser futuro no momento que possuo
e incapaz de apalpá-lo já ele sempre é um outro
me recolho à minha mais completa e terrível insignificância
difere muito de ler henry miller e suas imaginárias fantasias
quero lhe contar a angústia de um feto
não me faça sair deste útero quente supridor de verdades melancólicas variadas
quero ser só chuva
habitar o sempre e o nunca dos dias que levam à morte
derradeira certeza dos simples ou soberbos
contemplo jardins inférteis
quero me entregar à soturnidade de um domingo inativo
porém pleno de trabalhos imaginários
enquanto a roupa de meu cadáver seca no sol
viver é simples
não quero me ofuscar nessa retina de entendimentos sôfregos
nem ao menos dar bom dia para cavalos que não passam
cansada de toda a literatura universal
não podendo ser futuro no momento que possuo
e incapaz de apalpá-lo já ele sempre é um outro
me recolho à minha mais completa e terrível insignificância
é no ódio que me instauro é no ódio que me instalo
sinto o corpo guardar cansaços de outras vidas
outras sinas habitam em mim
cantarola modinhas católicas e sublima teu tédio
meu corpo se separa de mim no instante que já é outro
poderia até guardar minhas lágrimas em potes imaginários
mas a vida em si é mais urgente
a sina que alguém assassina é punível
eu querer te contar sobre a chuva e minhas lágrimas destes dias tortos
URGE
suprimentos falíveis -
te troco objetos de consumo ao invés do amor
suprir energias
me concentrar no simples
produzirei comédias com meus vícios
acrescento pitadas de revolta em um cinema que não tem nada a dizer
me conte suas derrotas
e faça das vitórias um espetáculo
atores de pantomina vaiam suas tristezas e delírios
não quero habitar mundos que não sejam esses que pululam dentro de mim
sinto o corpo guardar cansaços de outras vidas
outras sinas habitam em mim
cantarola modinhas católicas e sublima teu tédio
meu corpo se separa de mim no instante que já é outro
poderia até guardar minhas lágrimas em potes imaginários
mas a vida em si é mais urgente
a sina que alguém assassina é punível
eu querer te contar sobre a chuva e minhas lágrimas destes dias tortos
URGE
suprimentos falíveis -
te troco objetos de consumo ao invés do amor
suprir energias
me concentrar no simples
produzirei comédias com meus vícios
acrescento pitadas de revolta em um cinema que não tem nada a dizer
me conte suas derrotas
e faça das vitórias um espetáculo
atores de pantomina vaiam suas tristezas e delírios
não quero habitar mundos que não sejam esses que pululam dentro de mim
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