me embriago de palavras.
saio bêbada pela rua nua impura
a usura me abate crua
na luz do porvir criei meu sol
fogo de reverberações mágicas
trilhará seu rio por meandros gracejosos
o eu é um outro ou a real falta dele?
é o mim-mesmo a gritar nos recônditos obscuros do eu?
um porvir insano que aglutina minhas vísceras
naufrago em cores, sons
conexões fracas tenho dispensado
tenho sido estúpido com outros eus, bem sei
mas na monstruosidade quero ver vísceras sangrentas pululando
pela harmonia quem sabe vislumbro a tal da estética da existência
e grito com plenos pulmões para o mundo
sim, sou LIBERDADE
em cada sôfrego respirar
humanas pulsões correm pelo eu-nervoso
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