perpasso percalços próprios de um atabaque moçambicano
enquanto a luta segue dando sinais de derrota
estes não sobrevoam árvores de mortos enclausurados
mesmo assim o motivo é um não apartar disso tudo
ligo meu abajour de reverberações emotivas
e me explodo feito um palestino careca
homens com postes conversam
quero entrar na trapaça de um querubim lilás
sobrevoar céus enegrecidos de bailarinas tristes
não, nunca mendiguei por sextas-feiras caóticas
muito menos o meu cosmopolitismo é viver em instinto
chora no muro das lamentações inserindo justiça no surto
quero inscrever o anão zen atrás do poste com fome vertiginosa
meu texto segue dando sinais de cansaço
lampião no cangaço representa um papel medíocre na novela das oito
comendo biscoito o palhaço do Neruda
recolocou um ramo de arruda atrás das orelhas
e sonho com sopros longes dos filhos de lampião
sem ideologia de boteco me findo em tardes entediantes
e vejo luz no começo da estrada
longe do caos sobrevôo vacas mugindo
o estrupo real é da falta de idéias
a falta de atitude na alma de um corpo apocalíptico
(veridiana gama e alain bisgodofu 01.09.2006)
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário